A internet não é mais como era antes, e o Tim Berners Lee deve está chorando agora. SOPA/PIPA, siglas e mais siglas de pura hipocrisia e burrice humana. A desculpa para limitar e censurar, derrubar sites que disponibilizam conteúdo é que “os ladrões estrangeiros estão roubando a propriedade intelectual dos estadusunidenses”. Tudo como se só eles fossem capazes de criar algo, completa baboseira.
Quanto ao DMCA, e empresas de mídia, é bom que se saiba que os que mais lucram com direitos autorais são os produtores, estúdios e afins. O artista, coitado, é o que menos ganha. Um cantor por exemplo faz sua fortuna por meio de shows, porque se fosse fazer via a venda de CDs seria pobre pelo resto da vida dele. Já trabalhei em um blog de música e sei bem do que falo. Alguns artistas realmente pensam que vender cd é bom, mas na verdade não é, não é mais. O melhor jeito de cair no gosto popular é se divulgar na internet, disponibilizar material e vê no que dá. Muitos pensam assim e são super bem. Lembram do que o Radiohead fez com o Rainbonws? Primeiro deixaram o cd para download free e você só pagaria quanto quisesse, achasse que o cd valia, depois venderam um outro album…Expertos não? Tudo questão de saber fazer a coisa funfar.
Hoje me deparei com dois sites de compartilhamento e hospedagem de arquivos fora do ar, no caso não disponibilizando mais nenhum link para download. E também me deparei com a seguinte mensagem na base do site do google:
“Devido a uma queixa que recebemos de acordo com a lei americana Digital Millennium Copyright Act (Lei de Direitos Autorais do Milênio Digital), 1 resultado(s) foram removidos desta página. Para ler a queixa DMCA que causou a remoção, acesse ChillingEffects.org.”
É amigos, a internet acabou. Do meu ponto de vista, se continuar como está vai acabar, porque o bom da internet era ter conteúdo free para que todos pudessem ter acesso, mas infelizmente pessoas burras, artistas burros, empresas burras são souberam se adequar a ela. Uma pena. Vamos todos para Deepweb onde o crime rola solto e ninguém dá conta de nada, talvez.
